Palmeirense and Gillespie.
Todo dia eu acordo as 7:00 am, queria dormir no mínimo até as 10:00. Tomo café, entro no carro. Queria acender um cigarro antes, não posso. Passo o dia sentada, a cortina fechada e o ar condicionado ligado; Fico nervosa, seguro o palavrão. Dois ônibus lotados até em casa, faculdade. Queria ir ao cinema, ao parque, sentar na praça, tomar sorvete. Durmo na aula. Chego em casa, perco o sono, tomo remédios pra dormir. Remédios pra dor de cabeça, dor de estomâgo já são rotina. Conectada pelo celular 24 horas por dia, sensação de solidão pelo menos metade dessas horas. Queria enviar uma mensagem, escrevo e apago. Final de semana. Preciso de bastante álcool pra rir, perder a timidez, dançar e “me divertir”. O domingo é regado a ressaca e tristeza. Mais solidão, mais dúvidas, pensamentos consumindo minha mente, tirando meu sono. Queria ir a outros lugares, queria viajar, queria rever pessoas, queria cozinhar, queria falar outra língua, queria, queria, queria…
“Fica bem aí
Que essa luz comprida
Ficou tão bonita
Em você daqui…
Ninguém vai dizer
Que foi por amor
Todos vão chamar de derrota
Vamos esconder nosso cobertor
E vamos viver sem escolta…”
”(…)por onde andar
eu começo por onde a estrada vai
e nao culpo a cidade, o pai…
vou lá, andar
e o que eu vou ver
eu sei lá
não faz disso esse drama essa dor
é que a sorte é preciso tirar pra ter
perigo é eu me esconder em você
e quando eu vou voltar, quem vai saber?
se alguem numa curva me convidar
eu vou lá…
que andar é reconhecer
olhar…
eu preciso andar
um caminho só
vou buscar alguém
que eu nem sei quem sou…
eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim (…)”
Eu acredito um pouco em tudo: um pouco em et, um pouco em fantasma, um pouco em deus, um pouco em signo, um pouco em amor…mas ao mesmo tempo eu acho que não acredito é em nada…
Come and go now as you please
Your actions write the melodies
To the songs that we sing
And you just sing…
And I finally found that life goes on without you
And my world still turns when you’re not around
Is this the way you want it?
Is this the way it has to be?
Sitting here beside you
But my heart’s lost in New Orleans
Dreams come clever
Hearts now severed
Difference of forever
And I am lost there
Come and go now as you please
Your actions write the melodies
To the songs that we sing
And you just sing along out loud.
Fazia tempo que eu não postava nada aqui, ou mostrava o que eu escrevo.
Fico pensando que 8 meses do ano já se passaram, e essa minha cisma com datas me faz ficar pensando e pensando em que tudo que aconteceu durante o ano.
O quanto eu tomei decisões erradas, deixei pra trás pessoas certas e acreditei nas erradas. Arrependimento, recalque, chamem do que quiser. Mas eu podia ter pensado mais, ter falado mais, ter agido mais. Parece música clichê, mas é a real. Mas não, eu fico sempre nessa, esperando que os outros advinhassem o que eu estou sentindo e querendo. Fiz coisas sem pensar, machuquei e fui machucada.
Aí eu paro pra refletir e gostaria de voltar no dia primeiro de janeiro e fazer tudo diferente. Sei que não adianta chorar pelo leite derramado, mas quando a sujeira do leite é grande, as vezes não tem como. E isso me persegue, consome meus pensamentos, me tira o sono.
Mais um ano. Mais pessoas vieram e se foram. Mais tempo disperdiçado.
MAIS VAZIO.